
EU ESCREVI UM POEMA TRISTE
Eu escrevi um poema triste
E belo, apenas da sua tristeza.
Não vem de ti essa tristeza
Mas das mudanças do Tempo,
Que ora nos traz esperanças
Ora nos dá incerteza...
Nem importa, ao velho Tempo,
Que sejas fiel ou infiel...
Eu fico, junto à correnteza,
Olhando as horas tão breves...
E das cartas que me escreves
Faço barcos de papel!
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{Mário Quintana}
***
Thiago, eu não me recordo de ter lido este poema antes,
mas sua 'dica' foi muito preciosa...
Ando um pouco reflexiva ultimamente...
e antes de postar o poema estava lendo o livro:
'A identidade cultural na pós modernidade',
um capítulo que fala a respeito da crise do sujeito como consequência
da vida pós moderna...
e estava pensando em como as 'mudanças' no meio 'mudam' a gente...
E qd li no poema:
"Mas das mudanças de tempo
Que ora nos traz esperanças
Ora nos dá incertezas..."
Vi que atualmente as mudanças de tempo são muito rápidas...
e de uma hora para outra a esperança se torna incerteza...
Assustador...
Outro dia escrevi aqui no blog sobre a minha própria inconstância,
em como um dia eu quero e no outro não...
como em um dia eu creio e no outro não...
Em como as mudanças de tempo me trazem esperança e em seguida.... incertezas.
Acho que estou em crise... e vou fazer barcos de papel.